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Seria Walter Alves o novo "Michel Temer"?

  • Foto do escritor: Portal Mossoró Realista
    Portal Mossoró Realista
  • 22 de dez. de 2025
  • 1 min de leitura

Duas situações, tempos diferentes, mas um roteiro que começa a soar familiar na política brasileira.


Nesta semana, o vice-governador Walter Alves admitiu publicamente que pode não assumir o Governo do Estado caso a governadora Fátima Bezerra deixe o cargo. Mais do que isso: deixou no ar a possibilidade de apoiar o prefeito Allyson Bezerra, adversário político direto do grupo que hoje governa o RN. A declaração causou estranhamento e acendeu alertas nos bastidores.


O episódio lembra e muito o que veio à tona recentemente com o ex-presidente Michel Temer, que confirmou em livro que atuou ativamente para derrubar Dilma Rousseff em 2016, mesmo ocupando o cargo de vice-presidente. À época, Temer também evitava declarações diretas, mas seus movimentos políticos apontavam para um descolamento claro do governo ao qual formalmente pertencia.


O paralelo incomoda porque expõe um padrão conhecido: vices que, em vez de garantir estabilidade institucional, passam a operar com ambiguidade, flertando com projetos opostos ao governo eleito pelo povo.


Walter não é Temer ainda. Mas ao relativizar o compromisso com a sucessão natural do governo e sinalizar alianças com adversários, o vice-governador levanta uma pergunta inevitável: estamos diante de mais um capítulo da velha política, onde o poder fala mais alto que a lealdade ao voto popular?


A história mostra que esse tipo de movimento nunca é neutro. E quase sempre cobra um preço alto da democracia.

 
 
 

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